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Explosões em caixas eletrônicos de Atibaia- PM prende quatro
Adriana Carvalho | Bragança Paulista - 11/02/2015



 Meia hora após o ataque, ao menos 12 homens encapuzados e usando luvas foram vistos no Jardim Imperial, onde mora um dos ladrões. Quando a PM chegou havia seis ladrões. Quatro foram presos; dois fugiram a pé e três veículos foram apreendidos. Explosivos abandonados em uma das agências foram desarmados pelo GATE.

“Acordei com as explosões sucessivas. Achei que a minha casa estava caindo. Foi um susto muito grande. Fui me esconder na cozinha, que fica mais longe do barulho”.

Assim foi descrita por uma vizinha, a ação ocorrida por volta das 2h30 desta terça-feira (10) e que culminou com a prisão de quatro ladrões e a recuperação de pouco mais de R$ 1,1 mil em notas miúdas.

As agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal que ficam na Avenida Dona Gertrudes, em Atibaia foram atacadas por uma quadrilha fortemente armada que explodiu dois caixas eletrônicos do BB; danificou outros dois equipamentos e destruiu a divisão entre a área dos caixas e a área interna da agência.

Não há dados sobre o valor total furtado, mas os assaltantes levaram apenas notas de R$ 10 e de R$ 20 que estavam nas duas primeiras bandejas dos equipamentos explodidos, segundo informou o delegado Elton costa.

As notas estavam nos bolsos dos ladrões e os envelopes foram recolhidos no chão da agência do BB.

Simultaneamente ao ataque no BB, outros integrantes da quadrilha – formada por pelo menos 12 homens – tentaram explodir os equipamentos da CEF, que fica distante 20 metros do BB. A ação fracassou nesta agência e os ladrões abandonaram os explosivos no local.

Horas mais tarde, homens do GATE, o Grupo de Ações Táticas Especiais da PM de São Paulo estiveram no local e desarmaram as bombas.

PRISÃO

A PM foi acionada ainda durante a ação, mas ao chegar ao local, os assaltantes já haviam fugido. A quadrilha, no entanto, seguiu para o Jardim Imperial, onde mora um dos integrantes do bando. Ao menos cinco veículos foram notados por populares.

Em uma das esquinas da Rua Jequitibás, o bando desceu dos carros para dividir o dinheiro furtado. Os homens usavam capuzes e luvas. A movimentação chamou a atenção de vizinhos que avisaram a PM.

Já cientes das explosões no Alvinópolis, os policiais militares seguiram em quatro viaturas para o Imperial. Foram presos: Manoel Pereira da Silva, 40 anos e morador de Atibaia; e os ladrões de São Paulo: Diego Rosa Gonzales, de 28; Elton Silva Duarte, de 26 e Ilzo Cruz Valcaci, de 44 anos. Outros dois homens conseguiram fugir a pé pelo bairro.

Os detidos aparecem nas imagens gravadas pelas câmeras de segurança dos bancos e roupas apreendidas nos veículos também coincidem com as mostradas nas imagens. Os ladrões, no entanto, não confessaram o crime.

Cada um dos presos estava com maços de dinheiro nos bolsos. Com dois ladrões havia R$ 540,00 (270,00 com cada um) e nos bolsos de outros dois havia R$ 520,00 (260,00 cada). O dinheiro exala cheiro de pólvora.

Com os homens não foram localizadas armas de fogo. “Acreditamos que os assaltantes que fugiram eram exatamente aqueles designados para o ataque com as bombas e para a segurança da quadrilha”, disse um policial que pediu para não ser identificado.

Os quatro ladrões foram autuados em flagrante por furto qualificado; danos e formação de quadrilha. Eles foram encaminhados diretamente a um Centro de Detenção Provisória determinado pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e cujo endereço não foi divulgado pela Polícia Civil.

QUADRILHA

A explosão de caixas eletrônicos se tornou crime comum em todo o Estado de São Paulo. Semanalmente há registro de ao menos quatro ataques semelhantes, seja na Capital ou no Interior. Não há dados específicos sobre a atuação dessas quadrilhas, já que são raras prisões após este tipo de crime.

A polícia acredita, no entanto, que existam homens que funcionem, dentro das quadrilhas, como seguranças e outros que especificamente promovem as explosões.

“Seria uma espécie de contratação de serviços. Três ou quatro homens são pagos apenas para garantir a segurança do bando durante a ação e outros três ou quatro arrebentam as portas e explodem os caixas. Os demais recolhem o dinheiro e não necessariamente se conhecem”, disse o policial que não quer aparecer.

“Esse tipo de divisão explica o motivo de nenhum dos quatro presos em Atibaia portar armas. Eles provavelmente eram os responsáveis pela recolha do dinheiro nos caixas explodidos. O bando armado fugiu logo após a divisão do dinheiro”, encerrou o policial.