Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região    |    30 anos    |    1986 - 2019     |
                 

Notícias

COMPARTILHE:


Encontro discute o feminicídio e a diferença salarial entre homens e mulheres
Fonte: Seeb Guarulhos | Bragança Paulista - 27/03/2018

Palestra encerra atividades pelo mês da mulher no sindicato de Guarulhos

O direito das mulheres, a sua representatividade na política, a violência, o machismo no ambiente de trabalho, o feminicídio e a diferença salarial entre homens e mulheres. Esses e outros assuntos foram abordados durante a palestra “A Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos”, ministrada por Juneia Martins Batista, secretária nacional de Mulheres da CUT, e por Elaine Cutis Gonçalves, secretária da Mulher da Contraf, na quinta-feira, dia 22, na sede do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região.

O evento, que reuniu bancárias, lideranças políticas, sociedade civil e a diretoria, encerrou as atividades pelo Mês da Mulher e debateu com os presentes sobre a importância da mulher ocupar o seu lugar na sociedade. “Somos a maioria da população brasileira e também do eleitorado, mas estamos sub-representadas com apenas 13 mulheres no Senado e 51 mulheres na Câmara dos Deputados, não alcançando os 10% do total de políticos”, explicou Elaine.
Junéia foi além e abordou a discriminação contra a mulher negra, principalmente na categoria bancária. “As mulheres negras estão na base da pirâmide que representa a sociedade e sofrem discriminações em todos os sentidos. Me lembro de um filme que relata a vida da cantora Bessie Smith que, apesar do sucesso que já fazia com a música entre os brancos, só podia se apresentar se passasse no teste do papel pardo e eu tenho a impressão que os bancos ainda fazem esse teste, porque não vemos negros trabalhando na linha de frente das agências”, criticou.

Discussão
Encontros como este reforçam a importância do debate sobre a mulher e seu papel na sociedade, principalmente diante do assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, que foi executada com quatro tiros na cabeça por se posicionar contra o abuso policial nas comunidades cariocas e do caso em que o banco Itaú culpou uma mulher por um saque realizado em uma de suas agências, enquanto estava sob poder de bandidos.

Dois casos emblemáticos e fortes que aconteceram no mês em que a luta das mulheres evidencia-se pelas comemorações e merecem destaque, barulho e muita indignação.