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Itaú: pressão absurda por metas gera adoecimento e demissões
| Bragança Paulista - 07/12/2022






A pressão absurda por metas de vendas de produtos bancários no Itaú não para de aumentar. Tal situação está levando os bancários da instituição a adoecerem e cometerem erros, que em última instância podem levá-los a perder o emprego.

Em alguns casos, estes trabalhadores não deveriam nem mesmo ter sido acionados, uma vez que se tratam de reclamações de clientes que realizaram a contratações de produtos bancários seguindo todos os procedimentos de segurança.

Já em outros casos, bancários foram demitidos por descumprimento da Política Corporativa de Prevenção a Atos Ilícitos. Entretanto, na grande maioria destes casos, este descumprimento – especialmente em vendas de Consórcios e Seguros, itens que geraram vários desligamentos nas últimas semanas - é resultado de erros cometidos pelo trabalhador por conta da enorme pressão para bater metas abusivas e falta de treinamento com foco na RP-50.
GERA

O Itaú incentiva que os bancários busquem pontuações bem acima dos 1.000 pontos no GERA, que na teoria seria a meta de empregabilidade. Ocorre que, caso o trabalhador entregue somente os 1.000 pontos, é enquadrado como “baixa performance”. Já os que entregam 1.200 pontos, vislumbrando uma remuneração variável melhor, passam também a ser pressionados a pontuarem cada vez mais.
Omissão e bodes expiatórios

Bancários demitidos alegam que foram penalizados por práticas comuns e que gestores compactuam com as mesmas. Por trás desta postura, está a pressão absurda e ameaças de demissão que os trabalhadores são submetidos rotineiramente nas agências. De acordo com as denúncias dos trabalhadores, muitas performances fora da curva não estão totalmente em conformidade com as regras, que gestores fazem vista grossa e, quando alguma situação cai na Gerência de Inspetoria, um trabalhador é feito de bode expiatório e demitido.

Com informações do SEEB SP